Autocarro em Agualva-Cacém. Carris Metropolitana ainda aguarda conclusões sobre acidente

Autocarro em Agualva-Cacém. Carris Metropolitana ainda aguarda conclusões sobre acidente

Três semanas depois do acidente mortal em Agualva-Cacém, em Sintra, com um autocarro da Carris Metropolitana, a empresa afirma à RTP Antena 1 que continua à espera das conclusões da investigação. Também a PSP confirma que o caso está aberto.

Gonçalo Costa Martins - RTP Antena 1 / Adicionar como fonte informativa
Tiago Petinga - Lusa

Pela primeira vez, os Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML), entidade responsável pela Carris Metropolitana, falou sobre o acidente de um autocarro que provocou duas mortes e feriu 22 pessoas, no dia 7 de julho.

O presidente da TML aponta à Antena 1 que ainda não quer falar sobre o caso porque a investigação continua aberta. "Como o processo está em desenvolvimento, não podemos, não devemos pronunciar-nos sobre essa matéria", diz Carlos Humberto de Carvalho.
Os Transportes Metropolitanos de Lisboa continuam a acompanhar o caso, garante Humberto de Carvalho, mas afirma que "é preciso aguardar" pelas conclusões da investigação aberta pela Polícia de Segurança Pública (PSP).

Essa posição é a mesma defendida pela TML à Antena 1 no dia seguinte ao acidente. Depois das notícias que davam conta de que a motorista do veículo terá admitido que pisou o acelerador sem querer quando ia mudar o letreiro do autocarro, a entidade responsável pela Carris Metropolitana não comentou diretamente esta alegação, mas afirmou que não ia tirar, no imediato, "ilações" do que aconteceu.

"A TML está a colaborar integralmente com esse processo e considera essencial aguardar pelas respetivas conclusões antes de retirar quaisquer ilações sobre a ocorrência ou sobre eventuais responsabilidades", considerou à RTP Antena 1 numa resposta escrita enviada a 8 de julho.

Agora, de viva voz, o presidente da TML insiste que esperam pela investigação da polícia. Contactado também pela RTP Antena 1, o Subintendente Sérgio Soares, da PSP, afirma que "continua a investigação", sob a direção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Sintra, juntamente com a Brigada de Investigação de Acidentes de Viação (BIAV) da PSP.

Será entregue um relatório preliminar sobre o caso, que tinha um prazo máximo de 90 dias. Questionada, a PSP não comenta as alegações que foram sendo conhecidas como possíveis causas.

Acompanhamento psicológico e despesas

A TML defendeu no último comunicado, a 8 de julho, que a sua "prioridade" seria "acompanhar a situação das vítimas e os seus familiares", mostrando "total disponibilidade para apoiar as vítimas e os seus familiares".

Em declarações à RTP Antena 1 esta terça-feira, Carlos Humberto de Carvalho diz que neste processo houve algumas despesas apoiadas e acompanhamento psicológico.

"Daquilo que eu conheço tem havido uma articulação muito grande com as famílias e até com os trabalhadores da própria Viação Alvorada [operador que trabalha para a Carris Metropolitana em Sintra, Amadora e Oeiras] envolvidos", explica. E detalha que se trata "de apoio psicológico, emocional, mesmo assumindo uma ou outra despesa".

Carlos Humberto de Carvalho acrecenta que "a própria Câmara de Sintra também teve um papel importante na assunção de algumas despesas e tem havido da parte tanto da Câmara de Sintra como da Viação Alvorada, com o nosso acompanhamento, uma intervenção que considero até agora adequada".





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